Uma ferramenta digital criada por uma neurologista especialista em esclerose múltipla para apoiar pacientes, neurologistas e outros médicos na identificação de sintomas sugestivos de surto, com registro estruturado, classificação de risco e linha do tempo para levar à consulta.
A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica, inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central. Acomete predominantemente mulheres, com início dos sintomas entre 20 e 40 anos, sendo a segunda causa mais frequente de incapacidade em adultos jovens.
A EM é considerada uma doença rara, com maior prevalência em pessoas do sexo feminino, brancas, e em países mais distantes da linha do equador.
Estimativa de prevalência da doença na cidade, refletindo a realidade brasileira do cuidado em esclerose múltipla.
Os primeiros sintomas costumam surgir nessa fase da vida, justamente quando o diagnóstico precoce tem maior impacto no futuro do paciente.
Aproximadamente 85% dos casos se apresentam, no momento do diagnóstico, na forma remitente-recorrente (EMRR) caracterizada por episódios de déficits neurológicos agudos, chamados surtos, seguidos por períodos de remissão clínica parcial ou completa.
De acordo com a classificação de Lublin et al. (2014), um surto é definido pelo surgimento de sintomas neurológicos novos ou pelo agravamento de sintomas prévios, refletindo possível atividade inflamatória do sistema nervoso central.
A EM é uma doença tratável: existem hoje terapias de alta eficácia capazes de modificar sua evolução natural e reduzir o risco de incapacidade futura. Por isso, reconhecer o surto rapidamente é decisivo.
No Brasil, grande parte dos pacientes tem dificuldade de acesso a neurologistas, especialmente neuroimunologistas. Essa dificuldade, somada à baixa familiaridade de pacientes e médicos com os sintomas da EM, impacta diretamente em duas frentes do cuidado:
Estudos em coortes brasileiras mostram intervalo significativo entre o início dos sintomas e o diagnóstico. Reconhecer um surto pode antecipar essa investigação e o início do tratamento.
Em pacientes já diagnosticados, identificar corretamente um novo surto, diferenciando-o de pseudossurtos e sintomas paroxísticos, é um pilar para perceber se o tratamento atual não está controlando a doença.
Padronizar a forma como o sintoma é relatado melhora a qualidade da informação clínica disponível para a tomada de decisão terapêutica.
Um questionário estruturado, elaborado com base nos principais sintomas neurológicos associados à esclerose múltipla, organizados por sistema funcional para ser respondido pelo paciente ou médico.
Modo Teste ou Caso Real, e status do diagnóstico: confirmado, em investigação ou sem avaliação médica prévia.
Os sintomas persistem há mais de 24 horas? Há febre, infecção atual ou exposição recente ao calor (fenômeno de Uhthoff)?
Seleção detalhada dos sintomas apresentados, organizados nas 8 categorias neurológicas da EM.
A IA analisa as respostas e apresenta risco baixo, médio ou alto de surto, com orientação e linha do tempo exportável.
Cada perfil de usuário encontra um valor diferente na mesma jornada de avaliação estruturada.
Ajuda a reconhecer se um sintoma novo, ou a piora de um sintoma antigo, tem características sugestivas de surto, e organiza essas informações em uma linha do tempo para levar à consulta.
Apoia a sistematização do relato do paciente durante o atendimento, reforçando a suspeita clínica de surto com base em critérios estruturados.
Como a maioria dos médicos tem pouco contato com os sintomas da EM na formação, o Surtômetro ajuda a verificar se o quadro relatado tem características sugestivas de causa neurológica.
Gratuito para começar. Crie um cadastro para manter todos os seus testes registrados e construir uma linha do tempo exportável para a consulta médica.
Neurologista especialista em esclerose múltipla · CRM 52929-MG / RQE 30663
O sistema de classificação usado pelo Surtômetro foi desenvolvido sob supervisão de uma neurologista com ampla experiência em esclerose múltipla, com base em critérios clínicos estruturados e fundamentado em evidências científicas disponíveis na literatura.
Observatório Surtômetro Brasil. O uso da ferramenta também alimenta um projeto de pesquisa que analisa dados de vida real sobre surtos de esclerose múltipla em todo o país, com o objetivo de contribuir para a redução do atraso diagnóstico e para políticas públicas de cuidado em EM.
Mais clareza para você, mais informação organizada para o seu neurologista.
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