Observatório Surtômetro Brasil · Inteligência artificial para esclerose múltipla

Surtômetro EM

Uma ferramenta digital criada por uma neurologista especialista em esclerose múltipla para apoiar pacientes, neurologistas e outros médicos na identificação de sintomas sugestivos de surto, com registro estruturado, classificação de risco e linha do tempo para levar à consulta.

Ferramenta de apoio informativo. Não realiza diagnóstico, não prescreve tratamento e não substitui a avaliação médica especializada.
Jovem paciente consultando o Surtômetro no celular Direto na palma da mão
Avaliação em poucos minutos Sem app para baixar: funciona direto no navegador do celular
Entendendo a doença

O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica, inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central. Acomete predominantemente mulheres, com início dos sintomas entre 20 e 40 anos, sendo a segunda causa mais frequente de incapacidade em adultos jovens.

~2 milhões

de pessoas no mundo

A EM é considerada uma doença rara, com maior prevalência em pessoas do sexo feminino, brancas, e em países mais distantes da linha do equador.

18,1 / 100 mil

habitantes em Belo Horizonte

Estimativa de prevalência da doença na cidade, refletindo a realidade brasileira do cuidado em esclerose múltipla.

20 a 40 anos

faixa etária mais afetada

Os primeiros sintomas costumam surgir nessa fase da vida, justamente quando o diagnóstico precoce tem maior impacto no futuro do paciente.

Forma mais comum

Esclerose múltipla remitente-recorrente

Aproximadamente 85% dos casos se apresentam, no momento do diagnóstico, na forma remitente-recorrente (EMRR) caracterizada por episódios de déficits neurológicos agudos, chamados surtos, seguidos por períodos de remissão clínica parcial ou completa.

De acordo com a classificação de Lublin et al. (2014), um surto é definido pelo surgimento de sintomas neurológicos novos ou pelo agravamento de sintomas prévios, refletindo possível atividade inflamatória do sistema nervoso central.

A EM é uma doença tratável: existem hoje terapias de alta eficácia capazes de modificar sua evolução natural e reduzir o risco de incapacidade futura. Por isso, reconhecer o surto rapidamente é decisivo.

Para ser considerado surto, é necessário:

  • Sintoma neurológico novo ou piora clara de sintoma prévio
  • Duração mínima de 24 horas
  • Ausência de febre ou infecção sistêmica ativa
  • Reflete possível atividade inflamatória do SNC
O desafio brasileiro

Por que a identificação do surto é tão importante?

No Brasil, grande parte dos pacientes tem dificuldade de acesso a neurologistas, especialmente neuroimunologistas. Essa dificuldade, somada à baixa familiaridade de pacientes e médicos com os sintomas da EM, impacta diretamente em duas frentes do cuidado:

Diagnóstico precoce

Estudos em coortes brasileiras mostram intervalo significativo entre o início dos sintomas e o diagnóstico. Reconhecer um surto pode antecipar essa investigação e o início do tratamento.

Detecção de falha terapêutica

Em pacientes já diagnosticados, identificar corretamente um novo surto, diferenciando-o de pseudossurtos e sintomas paroxísticos, é um pilar para perceber se o tratamento atual não está controlando a doença.

Comunicação médico-paciente

Padronizar a forma como o sintoma é relatado melhora a qualidade da informação clínica disponível para a tomada de decisão terapêutica.

Por dentro da ferramenta

Como funciona o Surtômetro

Um questionário estruturado, elaborado com base nos principais sintomas neurológicos associados à esclerose múltipla, organizados por sistema funcional para ser respondido pelo paciente ou médico.

1

Contexto do caso

Modo Teste ou Caso Real, e status do diagnóstico: confirmado, em investigação ou sem avaliação médica prévia.

2

Duração e fatores associados

Os sintomas persistem há mais de 24 horas? Há febre, infecção atual ou exposição recente ao calor (fenômeno de Uhthoff)?

3

Sintomas por sistema funcional

Seleção detalhada dos sintomas apresentados, organizados nas 8 categorias neurológicas da EM.

4

Classificação e recomendação

A IA analisa as respostas e apresenta risco baixo, médio ou alto de surto, com orientação e linha do tempo exportável.

Uma ferramenta, três públicos

Para quem é o Surtômetro

Cada perfil de usuário encontra um valor diferente na mesma jornada de avaliação estruturada.

Pacientes

Com ou sem diagnóstico de EM

Ajuda a reconhecer se um sintoma novo, ou a piora de um sintoma antigo, tem características sugestivas de surto, e organiza essas informações em uma linha do tempo para levar à consulta.

Neurologistas

Inclusive fora de centros de referência

Apoia a sistematização do relato do paciente durante o atendimento, reforçando a suspeita clínica de surto com base em critérios estruturados.

Médicos de outras especialidades

Que atendem o paciente na urgência ou na atenção primária

Como a maioria dos médicos tem pouco contato com os sintomas da EM na formação, o Surtômetro ajuda a verificar se o quadro relatado tem características sugestivas de causa neurológica.

Acesse agora

Registre um sintoma e teste a probabilidade de surto

Gratuito para começar. Crie um cadastro para manter todos os seus testes registrados e construir uma linha do tempo exportável para a consulta médica.

Não realiza diagnóstico médico, não emite laudos e não prescreve tratamentos.
Não substitui consulta presencial, avaliação neurológica completa ou exames complementares.
Os resultados são estimativas probabilísticas baseadas apenas nas informações inseridas pelo usuário.
Se os sintomas piorarem ou o neurologista não estiver disponível, procure um pronto-socorro.
Quem está por trás

Criado por uma especialista em esclerose múltipla

Dra. Juliana Santiago

Dra. Juliana Santiago

Neurologista especialista em esclerose múltipla · CRM 52929-MG / RQE 30663

O sistema de classificação usado pelo Surtômetro foi desenvolvido sob supervisão de uma neurologista com ampla experiência em esclerose múltipla, com base em critérios clínicos estruturados e fundamentado em evidências científicas disponíveis na literatura.

  • PhD pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Pós-doutorado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (CMMG)
  • Professora de neuroanatomia do curso de Medicina da CMMG
  • Preceptora do Ambulatório de Doenças Desmielinizantes do IPSEMG
  • Coordenadora do CTEM (Centro de Tratamento de Esclerose Múltipla) do Hospital Mater Dei
  • Fundadora da NeuroAccess

Observatório Surtômetro Brasil. O uso da ferramenta também alimenta um projeto de pesquisa que analisa dados de vida real sobre surtos de esclerose múltipla em todo o país, com o objetivo de contribuir para a redução do atraso diagnóstico e para políticas públicas de cuidado em EM.

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